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Chegam «assustados» e, em alguns casos, «contrariados», mas têm à espera deles cuidados médicos, comida quente, roupas e palavras de conforto. O secretariado regional do Algarve da União de Misericórdias Portuguesas está a dar apoio à proteção civil e a garantir o acolhimento pessoas que foram deslocadas devido ao incêndio que há cinco dias deflagrou em Monchique e tem causado grande destruição na serra.

Na noite passada, foram deslocadas das suas casas cerca de 250 pessoas, por razões de segurança. Boa parte delas foram acolhidas em Portimão e Vila do Bispo, pelas Santas Casas da Misericórdia destes dois concelhos, apoiadas pelas Câmaras Municipais locais.

No Arena Portimão, foram ontem acolhidas 120 pessoas. Para Vila do Bispo, foram orientadas mais 46. Em ambos os locais, os deslocados do incêndio de Monchique podem contar com cuidados médicos, refeições, uma cama e roupas, entre outros apoios.

Mas, se for necessário, há outras Misericórdias prontas a ajudar. «Temos pontos de acolhimento disponíveis que ainda não foi necessário utilizar. Todas as Misericórdias do Algarve se disponibilizaram, em particular a de São Brás de Alportel, a de Albufeira, a de Tavira, a de Loulé, a de Portimão, a de Lagos e a de Vila do Bispo», revelou ao Sul Informação Patrícia Seromenho, presidente do secretariado das Misericórdias do Algarve.

Patrícia Seromenho

O trabalho está a ser levado a cabo «em estreita articulação com a Proteção Civil e a Segurança Social» e visa, acima de tudo, garantir que, num primeiro momento e, se necessário, num período mais longo, as pessoas que se viram obrigadas a abandonar as suas casas têm todo o apoio necessário.

Muitos dos deslocados acabam por não ficar muito tempo nos pontos de acolhimento. «Durante a noite, transportámos muitas pessoas para casas de familiares ou, no caso dos estrangeiros, para unidades hoteleiras. Quatro cidadãos estrangeiros tinham voo esta manhã e levámo-los ao Aeroporto», disse ao Sul Informação Armindo Vicente, provedor da SCM de Vila do Bispo e membro da direção do secretariado regional.

Neste momento, permanecem em Vila do Bispo 26 pessoas. Numa primeira fase, foram acolhidas no pavilhão municipal, mas foram deslocadas para diferentes instituições locais.

Duas famílias com crianças, com um total de oito pessoas, vão ser acolhidas no Centro de Dia de Vila do Bispo. Outras 14 pessoas vão ser levadas para o Lar de Idosos de Sagres, o mesmo local que irá receber quatro pessoas com mobilidade reduzida.

O provedor da SMC de vilabispense adiantou que o estado de espírito das pessoas, à chegada, nem sempre é o melhor. «As pessoas chegaram algo assustadas e, em alguns casos, contrariadas, porque não queriam sair das suas casas. Mas, depois de termos conversado com eles, ficaram mais tranquilas», disse.

Armindo Vicente

No local, está já «uma psicóloga», bem como outros profissionais de saúde. A SCM de Vila do Bispo está a ser apoiada pelo centro de saúde local, que já disponibilizou uma unidade móvel. A Administração Regional de Saúde tem, de resto, garantido apoio a Monchique.

A noite de ontem, admitiu, «foi complicada», com o transporte das pessoas que se deslocaram para casas de familiar a entrar pela madrugada adentro. «Mas estamos a procurar trabalhar à máxima capacidade», assegurou Armindo Vicente.

Patrícia Seromenho garante que as estruturas das diferentes Misericórdias «estão preparadas» e diz que, de momento, a indicação que chega do terreno é «que está tudo salvaguardado» e não é necessária uma mobilização solidária da população.

No entanto, «há que estar sempre alerta» para o caso das SCM algarvias precisarem de apoio para garantir que os deslocados dos incêndios têm um porto seguro à sua espera.

Foto: Gonçalo Dourado | Sul Informação
sulinformacao

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